Segunda-feira, Abril 23, 2012

Belo Monte é uma catástrofe.




O Governo do PT resolveu, a todo custo, pagar suas contas com as empreitares, por isso, faz de um tudo para construir as Usinas Hidroelétricas de Belo Monte e Jirau. Serão repassados para as empreiteiras um montante de cerca de R$ 25 bilhões até a conclusão das obras. Dessa forma Dilma e o PT pagam sua divida de campanha com as empreiteiras que contribuíram com milhões para a eleição de Dilma.
Em menos de 6 meses vários escândalos foram protagonizados pelo Consócio Construtor de Belo Monte. Surto de dengue nos canteiros de obra, demissão de funcionário por causa das últimas 3 greves que ocorreram, péssimas condições de segurança no trabalho, manifestação de povos indígenas contrárias a construção da usina, protesto de ambientalistas, a OEA cobrando explicações do governo Brasileiro sobre a construção da usina, etc. Enfim o Governo quer construir uma catástrofe apenas para pagar os empresários que financiam as campanhas eleitorais do PT e seus aliados no Congresso Nacional.
Belo Monte é uma catástrofe social, financeira, energética e ambiental. O reflexo da catástrofe social é o impacto que a Usina vai causar as comunidades indígenas que vivem na região que terão todos seu território alagado por causa das obras. Outro aspecto dessa crise social que vem com Belo Monte é a situação dos trabalhadores da construção civil que tem salários baixos, péssimas condições de saúde e segurança no trabalho, além de práticas anti-sindicais.
A catástrofe ambiental piora a crise social, além de que se perderá parte significativa de floresta, além das mudanças diretas e indiretas no Rio Xingu. Além do mais Belo Monte não precisar ser construída para geração de energia, um investimento bem menor, para modernizar o parque industrial brasileiro é menos onerosos aos cofres públicos. O conteúdo energético de Belo Monte poderá ser substituído pela revitalização cientifica de um programa de energia limpa.
Não há justificativa social para Belo Monte. O que existe é uma forma do PT pagar o que deve para as empreiteiras.  Todo apoio a greve dos trabalhadores do canteiro de obra de Belo Monte.

Quarta-feira, Abril 18, 2012

17 de abril: Não Esqueceremos!

17 de abril de 1996, curva do S, Eldorado dos Carajás, Pará. O MST está ocupando uma fazenda improdutiva pedindo a sua expropriação para a reforma agrária. O governador era Almir Gabriel e a mando do latifúndio ordena para o Secretário de Segurança Pública, Paulo Sette Câmara, a usar o que for necessário para desocupar o latifúndio. Com a ordem do Governador e do Secretário de Segurança o Coronel Pantoja e outros 144 policiais assassinam 19 sem-terra, onde a perícia científica deixou as claras as execuções. O uso da violência da PM paraense contra trabalhadores rurais foi sem precedente. Já faz 16 anos e nenhum dos mandantes está preso, de todos os PMs envolvidos apenas 2 comandantes foram condenados mas, não estão presos. Almir Gabriel e Paulo Sette Câmara, estão livres e sequer foram processados. Esse é o retrato da Justiça Paraense e do latifúndio que no decorrer de 16 anos não deixou de fazer vítimas. O latifúndio, junto com os governos, são os assassinos dos trabalhadores rurais. Mas é preciso que exista entre os trabalhadores vasta solidariedade da cidade e do campa para suas lutas. Foi construído em 1996 um monumento em memória aos assassinados pela Polícia Militar a mando de Almir Gabriel e do Latifúndio. Esse monumento fora projetado pelo arquiteto brasileiro Oscar Niemayer, e fora destruído dois dias depois, assim como o monumento, também construído por Niemayer, aos mortos da Greve da CSN, assassinados a mando da Ditadura. A imprensa e os governos pensam que apagaram de nossa história e de nossas lembranças os nossos mortos. NÃO ESQUECEREMOS OS NOSSOS MORTOS. NÃO ESQUECEREMOS ELDORADO DOS CARAJÁS.